Por Verdão Agora

O Palmeiras divulgou seu balanço financeiro referente ao mês de maio de 2026 e apresentou um cenário de forte arrecadação, mas ainda distante das metas previstas para a temporada. Até o quinto mês do ano, o clube registrou receita total de R$ 503,4 milhões, enquanto o déficit acumulado chegou a R$ 65,9 milhões.
Do montante arrecadado, R$ 395,2 milhões vieram das atividades operacionais do clube, enquanto R$ 108,2 milhões foram obtidos por meio de receitas financeiras, como aplicações e variações cambiais. Mesmo assim, o resultado ficou bem abaixo da projeção orçamentária, que previa um superávit de aproximadamente R$ 32,8 milhões no mesmo período.
Venda de jogadores impacta resultado
O principal fator para a diferença entre o planejado e o realizado foi a arrecadação inferior na categoria de rendas diversas, que passou a incluir oficialmente os valores provenientes da negociação de atletas.
A expectativa era arrecadar cerca de R$ 235,7 milhões nesse segmento até maio. No entanto, o clube contabilizou apenas R$ 78 milhões, reduzindo significativamente a receita operacional líquida, que fechou em R$ 395,2 milhões, muito abaixo dos R$ 577 milhões previstos inicialmente.
Sem as receitas esperadas com transferências, o Palmeiras apresentou um déficit operacional de R$ 121,6 milhões, parcialmente compensado pelos ganhos financeiros registrados ao longo do período.
Principais fontes de receita em 2026
Entre janeiro e maio, as maiores entradas de recursos do Verdão foram:
- Receitas financeiras: R$ 108,2 milhões
- Direitos de transmissão: R$ 104,7 milhões
- Publicidade e patrocínios: R$ 97,3 milhões
- Rendas diversas: R$ 78 milhões
- Programa Avanti: R$ 29,7 milhões
- Arrecadação social: R$ 29,4 milhões
- Bilheteria: R$ 24,6 milhões
- Premiações: R$ 16,2 milhões
- Licenciamento da marca e franquias: R$ 14 milhões
Maio termina dentro da previsão de déficit
Considerando apenas o mês de maio, o Palmeiras registrou um déficit de R$ 30 milhões, resultado próximo ao previsto no orçamento, que estimava perdas de R$ 26,4 milhões.
No período, a receita total foi de R$ 86 milhões, sendo R$ 81,3 milhões provenientes das operações do clube e R$ 4,7 milhões de receitas financeiras.
As maiores receitas de maio foram:
- Direitos de transmissão: R$ 26,7 milhões
- Publicidade e patrocínios: R$ 17,1 milhões
- Rendas diversas: R$ 10,5 milhões
- Bilheteria: R$ 10 milhões
- Programa Avanti: R$ 6 milhões
- Arrecadação social: R$ 5,8 milhões
- Receitas financeiras: R$ 4,7 milhões
- Premiações: R$ 3,3 milhões
- Licenciamento e franquias: R$ 1,3 milhão
Resultado financeiro mês a mês
O desempenho financeiro do Palmeiras em 2026 apresenta oscilações ao longo da temporada:
- Janeiro: déficit de R$ 7,8 milhões
- Fevereiro: superávit de R$ 20 milhões
- Março: déficit de R$ 26,8 milhões
- Abril: déficit de R$ 21,2 milhões
- Maio: déficit de R$ 30 milhões
Cenário para o restante da temporada
Apesar do resultado negativo até maio, a diretoria palmeirense ainda trabalha com a expectativa de equilibrar as contas nos próximos meses. A entrada de recursos com futuras negociações de jogadores, premiações esportivas e novas receitas comerciais pode reduzir o déficit acumulado e aproximar o clube das metas estabelecidas para 2026.
Enquanto isso, o Palmeiras segue investindo no elenco e mantém o planejamento financeiro alinhado à disputa das principais competições nacionais e internacionais da temporada.
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